sábado, 23 de novembro de 2013

Sistema Solar




O Sistema Solar é um sistema planetário constituído pelo conjunto de corpos celestes que orbitam o Sol e que, portanto, estão sob sua influência gravitacional. Dentre esses objetos, os maiores são os planetas, que totalizam oito, seguidos pelos cinco planetas anões, vários satélites naturais e inúmeros outros corpos menores, como asteroides e cometas. As primeiras teorias do movimento dos corpos sugeriam que os planetas e o Sol giravam em torno da Terra, que estava no centro do Universo. Contudo, Copérnico provou que a Terra e todos os demais corpos orbitavam a estrela, criando o modelo heliocêntrico. Desde então, os cientistas buscaram relações numéricas que descrevessem o movimento dos corpos. Por isso foram elaboradas diversas teorias e leis, como as de Kepler e as de Newton. Entretanto, hoje sabe-se que o método mais adequado para descrever o movimento dos corpos em torno do Sol é a Teoria da Relatividade deEinstein.
O Sol é a estrela que se localiza no centro do Sistema Solar. Compreende mais de 99% da massa do sistema, composto principalmente de hidrogênio e hélio, e que gera sua energia a partir da fusão nuclear. Os quatro primeiros planetas são chamados de planetas telúricos por terem em comum uma superfície sólida e rochosa. Destes, a Terra é o maior e o único conhecido que abriga vida. Além da órbita de Marte, existe uma região povoada com diversos corpos menores que formam o Cinturão de Asteroides, onde se encontra o planeta anão Ceres. Logo a seguir estão os planetas gigantes gasosos, dos quais o mais massivo é Júpiter, que possui ainda dezenas de satélites naturais com características peculiares. Saturno é famoso por seu sistema de anéis característico. Além da órbita de Netuno, o último planeta, encontra-se outra região povoada por incontáveis corpos menores, chamada de Cinturão de Kuiper, onde estão quatro planetas anões, dentre eles Plutão. Acredita-se, ainda, que em uma área muito mais afastada existem inúmeras "pedras de gelo" chamada de Nuvem de Oort, que seria uma das origens dos cometas.




O Sistema Solar é constituído essencialmente pelo Sol e pelo conjunto de corpos que estão sob seu domínio gravitacional. Os oito planetas são os componentes mais massivos do sistema, divididos em planetas telúricos (os quatro menores e mais próximos do Sol, predominantemente rochosos) e gigantes gasosos (os quatro maiores e mais afastados do Sol). A maior parte desses corpos possui força gravitacional suficiente para manter uma camada de gases ao seu redor, ou seja, possuem atmosfera. Existem ainda cinco corpos que, de acordo com padrões da União Astronômica Internacional, se enquadram na categoria de planetas anões.




Sol

O Sol em atividade. Note a erupção liberando matéria no espaço, chamada deejeção de massa coronal.
O componente central e principal fonte de energia do Sistema Solar, o Sol, embora seja o astro mais luminosos quando visto do nosso planeta, é uma estrela relativamente pequena e comum na Via Láctea, com um raio de aproximadamente setecentos mil quilômetros.

Planetas telúricos

Comparação de tamanho entre os planetas telúricos.
Os quatro planetas mais próximos do Sol formam o grupo dos planetas telúricos e têm como características comuns a presença de crostas formadas sobretudo por silicatos, além de núcleos cuja composição possui elevada porcentagem de ferro. Durante o período de formação planetária, a ausência de gelo na região e a massa modesta desses corpos não favoreceram a absorção de gases da nebulosa solar, razão pela qual são primariamente rochosos. Desse grupo, nenhum possui sistema de anéis planetários e somente a Terra e Marte possuem um e dois satélites naturais, respectivamente. Mercúrio possui uma atmosfera extremamente rarefeita, em contraste com a espessa camada de gases que envolvem o planeta Vênus. A atmosfera terrestre, por sua vez, possui uma composição peculiar por conta da presença de seres vivos, enquanto a de Marte encontra-se bem mais rarefeita mas que possivelmente já foi espessa o suficiente para garantir a presença de água em estado líquido.


O planeta mais próximo do Sol, que gasta somente oitenta e oito dias para completar seu período de translação, possui uma aparência acinzentada com inúmeras marcas de impactos que lembram a superfície lunar. Dentre as formas de relevo presentes no planeta, destacam-se as áreas planas, as crateras de impacto e formações montanhosas sinuosas, formadas pela contração da crosta durante o período de resfriamento do planeta.. Mercúrio é o segundo planeta mais denso do Sistema Solar, com um núcleo metálico cujo raio equivale a 75% do raio do planeta, e que é responsável pela manutenção de um fraco campo magnético. Existem evidências da existência de água sob a forma de gelo em Mercúrio, em crateras profundas nos polos norte e sul que nunca recebem a luz do Sol diretamente.


O segundo planeta a partir do Sol possui tamanho similar ao da Terra, bem como composição e massa parecidos. Contudo, o período de rotação do planeta é de 243 dias, tempo maior do que o necessário para Vênus completar uma órbita ao redor do Sol. Apesar do núcleo ferroso de Vênus ser similar ao da Terra, a rotação extremamente lenta não permite a existência de um campo magnético. A atmosfera venusiana, extremamente espessa e violenta, é composta primariamente por gás carbônico além de vapores de ácido sulfúrico que formam nuvens permanentes que envolvem todo o planeta. Como consequência, associado a intensa pressão atmosférica (noventa vezes superior à pressão atmosférica terrestre), ocorre uma espécie de superefeito estufa, fazendo com que a temperatura na superfície atinja mais de 470 graus Celsius.

O maior planeta telúrico e o quinto maior do Sistema Solar é o terceiro planeta a partir do Sol. Seu núcleo, formado principalmente por ferro, ao redor do qual encontra-se uma camada de rochas fundidas que, por sua vez, é cercada por uma crosta relativamente fina e dividida em placas tectônicas, as quais estão em constante movimento provocando atividade vulcânica. Nosso planeta possui somente um único satélite natural, a Lua..

Marte
O planeta telúrico mais afastado do Sol passou a ser um mundo intrigante a partir do advento das observações telescópicas. Exibindo calotas polares variáveis e características superficiais mutantes, o planeta levantava suspeitas da possível existência de vida fora da Terra. Contudo, após o envio de sondas e exploradores robóticos, descobriu-se que Marte é um planeta desértico e sem constatação da existência de seres vivos. Com metade do tamanho do nosso planeta, apresenta acidentes geográficos notáveis, como o Monte Olimpo, o maior vulcão extinto do Sistema Solar, com altitude três vezes maior do que a do Monte Everest.


Planetas gigantes
Os oito planetas do Sistema Solar em escala.
Os quatro maiores e mais afastados planetas do Sistema Solar formam o grupo dos gigantes gasosos, cujas dimensões são consideravelmente maiores que as terrestres. Compostos principalmente por hidrogênio e hélio, além de uma pequena fração de elementos mais pesados, esses planetas possuem baixa densidade e tem como maior componente Júpiter. Os dois planetas mais distantes do Sol, Urano e Netuno, recebem também a denominação de gigantes de gelo, dada a sua composição diferenciada em relação aos dois outros gigantes.
Júpiter

Júpiter, com a Grande Mancha Vermelha proeminente em sua parte sul. A mancha escura se trata da sombra projetada por Europa, um satélite natural.
O maior e mais massivo planeta do Sistema Solar tem como característica fundamental as faixas multicoloridas criadas por fortíssimos ventos na parte superior da atmosfera.
Júpiter possui mais de cinquenta satélites naturais, sendo que os quatro maiores e mais notáveis recebem a denominação especial de luas galileanas 


Saturno
O segundo maior planeta do Sistema Solar possui uma composição semelhante à de Júpiter, rico em hidrogênio e hélio. Sua atmosfera, em função do calor irradiado do centro do planeta, apresenta-se em constante turbulência com ventos de mais de 1 800 quilômetros por hora que criam bandas visíveis amarelas e douradas. Contudo, a cacterística mais notável de Saturno é seu impressionante sistema de anéis, formado por pedras de gelo que se espalham por milhares de quilômetros acima do equador do planeta, mas a espessura dos anéis é de somente dez metros em média.

Urano
O sétimo planeta do Sistema Solar foi o primeiro a ser descoberto diretamente com o auxílio de um telescópio, em 1781. Assim como o de Vênus, o sentido de rotação de Urano é retrógrado, ao contrário da maioria dos corpos do Sistema Solar. Além disso, o eixo de rotação é extremamente inclinado, fazendo com que os polos do planeta fiquem diretamente voltados para o Sol durante um longo período. A atmosfera do planeta, formada principalmente de hidrogênio e hélio, além de uma pequena quantidade de metano (responsável pela coloração azul esverdeada) e água, mostra-se dinâmica conforme as mudanças de estação do planeta. O interior de Urano possivelmente contém uma camada líquida de água, metano e amônia.
Netuno
O gigante e gelado planeta Netuno, o mais afastado planeta do Sistema Solar, foi o primeiro planeta localizado através de cálculos matemáticos em vez de observações regulares do céu, partindo-se das irregularidades presentes na órbita de Urano, cuja causa foi constatada com o auxílio de um telescópio. apresenta relevante porcentagem de metano, que lhe confere coloração azulada.. As camadas intermediárias do planeta são possivelmente formadas por compostos que formam gelo, como amônia e água, ao redor de um núcleo rochoso.


Planetas anões
Desde sua descoberta, Plutão foi considerado o nono planeta do Sistema Solar, até que a descoberta em 2005 de um novo corpo celeste, posteriormente denominado Éris, cujas dimensões eram semelhantes às de Plutão, colocou em xeque a definição do que de fato seria um planeta. As discussões transcorreram até o ano seguinte, quando decidiu-se criar uma classificação que englobe a características distintas desses corpos, maiores que asteroides, mas substancialmente menores que os demais planetas. Tais corpos passaram a ser denominados, a partir de então, planetas anões que têm em comum o fato de que, embora sejam esféricos como um planeta, seu tamanho não foi suficiente para "limpar" sua órbita, ou seja, sua força gravitacional não é suficiente para atrair corpos menores nas proximidades.
Com dois terços do diâmetro da Lua aproximadamente, Plutão provavelmente é formado por um núcleo rochoso cercado por uma espessa camada de gelo.



Vídeo sobre o Sistema Solar 







Disponível em < http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_Solar> acessado em 20 de agosto de 2013



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